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Mostrando postagens de Agosto, 2013

Os direitos que a maioria do povo não viu

Sobre a Constituição de 1824 - 196 anos

A Constituição de 1824 procurou garantir a liberdade individual, a liberdade econômica e assegurar, plenamente, o direito à propriedade. Para os homens que fizeram a independência, gente educada à moda europeia e representantes das categorias dominantes, os direitos a propriedade, liberdade e segurança garantidos pela Constituição eram coisas bem reais. Não importava a essa elite se a maioria da nação era composta de uma massa humana para a qual os direitos constitucionais não tinham a menor  validade. A Constituição afirmava a liberdade e a igualdade de todos perante a lei, mas a maioria da população permanecia escrava. Garantia-se o direito de propriedade, mas 95% da população (Segundo algumas estimativas) quando não eram escravos, compunham-se de “moradores” de fazendas, em terras alheias, que podiam ser mandados embora a qualquer hora. Garantia-se a segurança individual, mas podia-se matar um homem sem punições. Aboliam-se as torturas, mas nas …

O Império em Brasília - 190 anos da Assembleia Constituinte de 1823

Hoje nós vamos fugir um pouquinho do nosso tema de estudo. O motivo é uma espetacular exposição que vai ocorrer em Brasília, de 8 de agosto a 20 de outubro, no Salão Negro do Senado Federal, sobre o Império do Brasil.
A exposição comemora os 190 anos da Assembleia Constituinte de 1823. Vamos estuda-la na sequência do nosso estudo, mas sempre é bom relembrar um fato tão marcante na história do país.
“A Constituição do Império do Brasil de 1824 teve a sua elaboração encomendada pelo Imperador Dom Pedro I. Primeira constituição brasileira foi marcada pela influência das constituições europeias. A Assembleia Nacional Constituinte, reunida para sua criação, era composta por um total de 90 membros eleitos na qual se destacavam os proprietários rurais, bacharéis em leis, além de militares, médicos e funcionários públicos. O anteprojeto constitucional foi elaborado por uma comissão composta por seis deputados sob a liderança de Antônio Carlos de Andrada e Silva, irmão de José Bonifácio de Andra…

Saiba Mais:

Batalha de egos Filme 'Clube da luta' é uma batalha ‘Homem x Homem’, na qual a pós-modernidade entra no ringue como juiz Janine Justen "Ser ou não ser” não aparece mais como questão central da existência quando o pano de fundo é a pós-modernidade. Agora, o homem pode ser muitos e, em simultâneo, não ser nada. E mais: a escolha passa longe do que entendemos pordefinitivo. É mutante, mutável. Paraíso? Para alguns. Mas é para tratar do outro lado da moeda, da crise de identidade profunda do sujeito contemporâneo, que o cineasta norte-americano David Fincher traz ao grande público oClube da Luta(1999), uma adaptação do livro homônimo de Chuck Palahniuk. O narrador (Edward Norton) representa um homem comum da classe média ocidental. Perdido, solitário, apático, descontente com o emprego e sem grandes planos ou perspectiva de vida. O perfeito retrato da falência pós-moderna, da sucumbência de um corpo pelo próprio corpo. A insônia o leva a procurar um médico e assim começa sua saga…

Saiba Mais:

Ordenações Afonsinas
São chamadas de Ordenações Afonsinasuma coleção de leis destinada a regular a vida doméstica dos súditos do Reino de Portugal a partir de 1446, durante o reinado de D. Afonso V.


As ordenações (coleção de ordens, de leis) receberam o nome do monarca reinante por pura convenção, pois este ainda era menor de idade e pouca participação tivera em sua composição. Na verdade, as disposições contidas neste códice começaram a ser elaboradas ainda no reinado de D. João I (1385 – 1423). A obra seguiria sem conclusão por todo o reinado do monarca seguinte, D. Duarte (1423 – 1438), ainda que uma compilação provisória e cronológica das mesmas leis, denominada “Ordenações de D. Duarte” fosse utilizada durante o governo do citado rei, como documento preparatório para o texto definitivo, sendo utilizado juntamente com outro texto preparatório para as ordenações, o Livro das Leis e Posturas.
Com a morte de D. Duarte, o regente D. Pedro determinou uma revisão do projeto, introduzindo a…

A Consolidação do reino português

Os reis da dinastia[1] de Borgonha governaram Portugal (1139 – 1283) por mais de duzentos anos. Durante quase todo esse período, o reino português permaneceu envolvido na luta da Reconquista Cristã. A completa expulsão dos muçulmanos e formação do território nacional como conhecemos hoje só ocorreram em 1249, com a conquista da região de Algarves, ao sul.
Nesse período foi fundada a Universidade de Coimbra e instituída as Cortes, - assembleias às quais compareciam representantes do clero, da nobreza e do povo (na verdade, da burguesia). A partir de 1279, no reinado de D. Dinis (1279 – 1325), teve início um período de reorganização interna tanto política quanto econômica.
D. Dinis, um visionário político, percebeu que o desenvolvimento de Portugal estava no mar. E, nesse sentido, investiu na marinha - tanto mercantil como de defesa - equipando sua frota, construindo navios e contratando marinheiros mais experientes, como os italianos. O comércio foi intensificado por meio de novos cont…

O Primeiro Rei

A Formação do Reino de Portugal

Favorecida pela sua localização geográfica, a península ibérica foi palco de sucessivas invasões e ocupações de vários povos. Seus historiadores relatam a ocupação pelos iberos, os primeiros a ocuparem a península a partir do terceiro milênio A.C, e dos celtas - vieram da Gália, hoje França - por volta do século VI A.C, o que deu origem à cultura celtibera. Ainda nesse período, comerciantes fenícios e gregos organizaram e fundaram feitorias no seu litoral interessados no comércio de minérios – abundantes em toda a península – em troca de produtos (escambo).


Recomeço...
Recebi pedidos de ex-alunos, colegas e amigos (as) cobrando a reativação do blog. É muito gratificante ver meu trabalho reconhecido, mas o melhor mesmo foi perceber que o interesse dos brasileiros pela história do nosso país aumentou. A história do Brasil, graças a Deus, ultrapassou a fronteira dos bancos escolares e ganhou lugar de destaque nas publicações mais vendidas do país. A internet ampliou o espaço, diminuiu as resistências e democratizou o conhecimento.

Além disso, as recentes manifestações cívicas nas ruas, a ampla divulgação no Facebook e outras redes sociais chamou a atenção para um Brasil onde a voz do povo brasileiro ecoou e vibrou pelas avenidas, ruas e praças de um Brasil real.
O gigante acordou gritavam os jovens cheios de vigor, raiva e sede de justiça. Mas, o gigante bocejou, espreguiçou e voltou a dormir? Não sei. Só a história dirá.
Porém, não há dúvida, a cidadania deu um passo à frente e o Brasil não é mais o mesmo. O grito que saiu das ruas é um aviso…