Pular para o conteúdo principal

Postagens

A Pátria - Olavo Bilac

Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste! Criança! Não verás nenhum país como este! Olha que céu! Que mar! Que rios! Que floresta! A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,
Éum seio de mãe a transbordar carinhos. Vê que vida há no chão! Vê que vida há nos ninhos, Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos! Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!
Vê que grande extensão de matas, onde impera, fecunda e luminosa, a eterna primavera! Boa terra! Jamais negou a quem trabalha O pão que mata a fome, o teto que agasalha...
Quem com seu suor a fecunda e umedece, vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece! Criança! Não verás país nenhum como este: Imita na grandeza a terra em que nasceste.
Olavo Bilac

http://pausapral
Postagens recentes

Os homens que fizeram a independência

Emília Viotti da Costa. A biografia dos homens que dirigiram o movimento pela independência do Brasil confirma que representavam as categorias mais importantes da sociedade. Nem todos eram brasileiros de nascimento. Alguns tinham ligações com a Corte de D. João VI. Sua formação se fizera em Portugal. Eram em sua maioria homens de mais de cinqüenta anos. Estavam empenhados em manter a ordem, evitar a anarquia e combater os “excessos do povo”.
Para estes homens, representantes das categorias dominantes, o principal objetivo era organizar o Estado sem colocar em risco o domínio econômico e social. Estavam interessados em manter a estrutura da produção baseada no trabalho escravo, destinada à exportação de produtos tropicais para o mercado europeu.
A independência realizada pelas categorias dominantes tinha como único objetivo preservar a ordem e romper o sistema colonial somente no que ele significava de restrição à liberdade de comércio e à autonomia administrativa. A aparência liberal cons…

Patriarca da Independência - De onde vem o mito?

“Patriarca da Independência” foi um título disputado por muitos adversários políticos no século XIX. Por que a figura de José Bonifácio prevaleceu e sua lenda persiste até hoje?
Emília Viotti da Costa Heróis estão sempre presentes na história das nações. Nos Estados Unidos, são chamados de Founding Fathers (pais fundadores). George Washington, Thomas Jefferson e Benjamin Franklin moldaram a República norte-americana. Simón Bolívar e José de San Martín são ídolos da independência das antigas colônias espanholas. Uns e outros se transformaram em figuras exemplares, cujas vidas continuaram, através do tempo, a ser invocadas em solenidades públicas, louvadas em biografias, citadas em discursos ou registradas nos livros de História como forjadores da nacionalidade. Para se entender a criação do mito, é preciso separá-lo da história. Nascido em uma família abastada, José Bonifácio foi um jovem que, como muitos outros, deixou o Brasil para estudar em Coimbra, mas, diferentemente destes, perman…

O Hino da Independência do Brasil

Se a arte imita a vida, podemos notar que a história do Hino da Independência foi tão marcada de improviso como a ocasião em que o príncipe regente oficializou o fim dos vínculos que ligavam Brasil a Portugal. No começo do século XIX, o artista, político e livreiro Evaristo da Veiga escreveu os versos de um poema que intitulou como “Hino Constitucional Brasiliense”. Em pouco tempo, os versos ganharam destaque na corte e foram musicados pelo maestro Marcos Antônio da Fonseca Portugal (1760-1830).
Aluno do maestro, Dom Pedro I já manifestava um grande entusiasmo pelo ramo da música e, após a proclamação da independência, decidiu compor uma nova melodia para a letra musicada por Marcos Antônio. Por meio dessa modificação, tínhamos a oficialização do Hino da Independência. O feito do governante acabou ganhando tanto destaque que, durante alguns anos, Dom Pedro I foi dado como autor exclusivo da letra e da música do hino.
Abdicando do governo imperial em 1831, observamos que o “Hino da Indep…

07 de setembro. É nossa obrigação.

Os direitos que a maioria do povo não viu

Sobre a Constituição de 1824 - 196 anos

A Constituição de 1824 procurou garantir a liberdade individual, a liberdade econômica e assegurar, plenamente, o direito à propriedade. Para os homens que fizeram a independência, gente educada à moda europeia e representantes das categorias dominantes, os direitos a propriedade, liberdade e segurança garantidos pela Constituição eram coisas bem reais. Não importava a essa elite se a maioria da nação era composta de uma massa humana para a qual os direitos constitucionais não tinham a menor  validade. A Constituição afirmava a liberdade e a igualdade de todos perante a lei, mas a maioria da população permanecia escrava. Garantia-se o direito de propriedade, mas 95% da população (Segundo algumas estimativas) quando não eram escravos, compunham-se de “moradores” de fazendas, em terras alheias, que podiam ser mandados embora a qualquer hora. Garantia-se a segurança individual, mas podia-se matar um homem sem punições. Aboliam-se as torturas, mas nas …

O Império em Brasília - 190 anos da Assembleia Constituinte de 1823

Hoje nós vamos fugir um pouquinho do nosso tema de estudo. O motivo é uma espetacular exposição que vai ocorrer em Brasília, de 8 de agosto a 20 de outubro, no Salão Negro do Senado Federal, sobre o Império do Brasil.
A exposição comemora os 190 anos da Assembleia Constituinte de 1823. Vamos estuda-la na sequência do nosso estudo, mas sempre é bom relembrar um fato tão marcante na história do país.
“A Constituição do Império do Brasil de 1824 teve a sua elaboração encomendada pelo Imperador Dom Pedro I. Primeira constituição brasileira foi marcada pela influência das constituições europeias. A Assembleia Nacional Constituinte, reunida para sua criação, era composta por um total de 90 membros eleitos na qual se destacavam os proprietários rurais, bacharéis em leis, além de militares, médicos e funcionários públicos. O anteprojeto constitucional foi elaborado por uma comissão composta por seis deputados sob a liderança de Antônio Carlos de Andrada e Silva, irmão de José Bonifácio de Andra…

Saiba Mais:

Batalha de egos Filme 'Clube da luta' é uma batalha ‘Homem x Homem’, na qual a pós-modernidade entra no ringue como juiz Janine Justen "Ser ou não ser” não aparece mais como questão central da existência quando o pano de fundo é a pós-modernidade. Agora, o homem pode ser muitos e, em simultâneo, não ser nada. E mais: a escolha passa longe do que entendemos pordefinitivo. É mutante, mutável. Paraíso? Para alguns. Mas é para tratar do outro lado da moeda, da crise de identidade profunda do sujeito contemporâneo, que o cineasta norte-americano David Fincher traz ao grande público oClube da Luta(1999), uma adaptação do livro homônimo de Chuck Palahniuk. O narrador (Edward Norton) representa um homem comum da classe média ocidental. Perdido, solitário, apático, descontente com o emprego e sem grandes planos ou perspectiva de vida. O perfeito retrato da falência pós-moderna, da sucumbência de um corpo pelo próprio corpo. A insônia o leva a procurar um médico e assim começa sua saga…

Saiba Mais:

Ordenações Afonsinas
São chamadas de Ordenações Afonsinasuma coleção de leis destinada a regular a vida doméstica dos súditos do Reino de Portugal a partir de 1446, durante o reinado de D. Afonso V.


As ordenações (coleção de ordens, de leis) receberam o nome do monarca reinante por pura convenção, pois este ainda era menor de idade e pouca participação tivera em sua composição. Na verdade, as disposições contidas neste códice começaram a ser elaboradas ainda no reinado de D. João I (1385 – 1423). A obra seguiria sem conclusão por todo o reinado do monarca seguinte, D. Duarte (1423 – 1438), ainda que uma compilação provisória e cronológica das mesmas leis, denominada “Ordenações de D. Duarte” fosse utilizada durante o governo do citado rei, como documento preparatório para o texto definitivo, sendo utilizado juntamente com outro texto preparatório para as ordenações, o Livro das Leis e Posturas.
Com a morte de D. Duarte, o regente D. Pedro determinou uma revisão do projeto, introduzindo a…

A Consolidação do reino português

Os reis da dinastia[1] de Borgonha governaram Portugal (1139 – 1283) por mais de duzentos anos. Durante quase todo esse período, o reino português permaneceu envolvido na luta da Reconquista Cristã. A completa expulsão dos muçulmanos e formação do território nacional como conhecemos hoje só ocorreram em 1249, com a conquista da região de Algarves, ao sul.
Nesse período foi fundada a Universidade de Coimbra e instituída as Cortes, - assembleias às quais compareciam representantes do clero, da nobreza e do povo (na verdade, da burguesia). A partir de 1279, no reinado de D. Dinis (1279 – 1325), teve início um período de reorganização interna tanto política quanto econômica.
D. Dinis, um visionário político, percebeu que o desenvolvimento de Portugal estava no mar. E, nesse sentido, investiu na marinha - tanto mercantil como de defesa - equipando sua frota, construindo navios e contratando marinheiros mais experientes, como os italianos. O comércio foi intensificado por meio de novos cont…

O Primeiro Rei